Quem facilita a conversa importa tanto quanto a conversa em si
Conheça a história e os valores que guiam o trabalho da Consonância.
Nossa história
Como a Consonância surgiu
A Consonância foi fundada em Belo Horizonte a partir de uma percepção simples: a maioria dos conflitos que chegam a instâncias formais de resolução poderia ter sido trabalhada bem antes, se houvesse um espaço adequado para a conversa acontecer.
Durante anos, os fundadores atuaram em contextos distintos — mediação comunitária, consultoria organizacional e formação de facilitadores — e notaram que o problema raramente era a falta de vontade de resolver. O que faltava era estrutura: alguém que organizasse o espaço, que garantisse que cada pessoa fosse ouvida de fato, e que registrasse o que o grupo decidiu.
O nome Consonância não remete a harmonia fácil ou ausência de conflito. Remete ao momento em que duas cordas, mesmo partindo de pontos diferentes, produzem algo que pode ser sustentado no tempo. É esse o trabalho: não apagar as diferenças, mas criar condições para que elas sejam expressas e trabalhadas.
Fundação
Belo Horizonte, 2019
Área de atuação
Facilitação de diálogos estruturados — residencial, organizacional e comunitário
Sede
Rua Alagoas 926, Funcionários
Belo Horizonte – MG
Missão
Criar condições para que grupos resolvam suas questões com mais clareza e menos desgaste
Quem está por trás
A equipe
Mariana Cardoso
Facilitadora sênior
Formada em psicologia social, atua há doze anos com processos de diálogo em condomínios e associações de bairro na região metropolitana de Belo Horizonte.
Ricardo Fonseca
Consultor de processos organizacionais
Com passagem por empresas médias do setor de tecnologia e cooperativas, Ricardo desenha os laboratórios de acordo de equipe e conduz as sessões de mapeamento de processos.
Ana Silveira
Formadora e coordenadora de retainers
Especializada em formação de facilitadores internos, Ana coordena os planos anuais e conduz os dias de formação para as equipes que recebem os primeiros sinais de desacordo nas organizações.
Como trabalhamos
Padrões que orientam cada processo
Alinhamento antes da sessão
Toda facilitação começa com uma ligação de alinhamento com quem convoca o processo. Isso evita que a sessão trate de questões que ainda não estão prontas para o grupo.
Confidencialidade do processo
O conteúdo das sessões não é divulgado fora do grupo. O registro escrito pertence ao grupo, não à Consonância.
Imparcialidade do facilitador
O facilitador não tem interesse no resultado da conversa. Se houver qualquer conflito de interesse com algum participante, comunicamos antes e rearrajamos o processo.
Documentação clara
Todos os acordos são registrados em linguagem simples, sem jargão técnico, e entregues em formato editável para que o grupo possa revisitar e ajustar.
Retorno de acompanhamento
Nenhum processo termina no encerramento da sessão. O acompanhamento posterior é parte estrutural do serviço, não um extra.
Recusa quando não é adequado
Há situações em que a facilitação não é o caminho mais indicado. Quando isso acontece, comunicamos ao contato e, sempre que possível, sugerimos outros caminhos.
Contexto e abordagem
Facilitação de diálogos em Belo Horizonte
O trabalho de facilitação de diálogos cobre o espaço entre a conversa informal — que muitas vezes não chega a acontecer por receio do confronto — e os processos formais de resolução, que têm custos e prazos próprios. A Consonância atua justamente nesse intervalo.
Nos condomínios e conselhos de moradores de Belo Horizonte, questões de convivência recorrentes — ruído, uso de áreas comuns, animais domésticos, reformas — frequentemente se acumulam sem que haja um momento estruturado para serem endereçadas. O Círculo de Diálogo de Vizinhança foi desenhado para esse contexto.
No ambiente de trabalho, equipes que crescem ou passam por mudanças de gestão precisam renegociar como funcionam juntas. O Laboratório de Acordo de Equipe trata das dimensões não escritas da colaboração — as que definem o tom do trabalho diário mas raramente são discutidas explicitamente.
Para associações, cooperativas e empresas de médio porte, o Plano Anual de Suporte ao Diálogo oferece algo diferente: um facilitador presente de forma contínua, disponível antes que os desentendimentos se tornem crises. Esse modelo reduz a dependência de intervenções de emergência e constrói capacidade interna ao longo do tempo.
Todos os processos da Consonância são conduzidos por facilitadores com formação específica e experiência documentada em facilitação de grupos. Não fazemos consultoria de gestão, não prestamos assessoria jurídica e não realizamos intervenções de natureza clínica — nosso escopo é o diálogo estruturado e a formação operacional para conversas mais produtivas.
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